Deixe espaço para o novo chegar…

Um dia desses li uma curiosidade sobre o sapo. Nela dizia que se colocarmos um sapo numa panela, enchê-la com água e a colocar no fogo, perceberemos uma coisa interessante: o sapo se ajusta à temperatura da água e permanece dentro da panela. E continuaria se ajustando, quanto mais subisse a temperatura. Porém, quando a água estivesse perto do ponto de fervura, e o sapo tentasse saltar para fora, não conseguiria, porque estaria muito cansado devido aos ajustes que teve que fazer para sobreviver. Alguns diriam que o que matou o sapo foi a água fervendo… mas o que o matou na verdade, foi a sua incapacidade de decidir quando pular para fora.

Quando iremos decidir pular para fora de relacionamentos abusivos? Quando assumiremos que o que vivemos ou como vivemos não nos serve mais? Quando iremos abrir nossa mochila e largar mão do que não nos serve mais ao invés de ficar colocando mais coisas, deixando mais pesada e assim como o sapo que tenta se ajustar, um dia nem conseguiremos mais sair do lugar de tão pesada que é nossa bagagem.

Pode ser que você já está sem forças para carregar a sua bagagem. Vamos começar a esvaziá-la!

Não vou dizer que é fácil. Nenhuma mudança é fácil e, nesse caso acho que temos que praticar duas coisas que não são muito fáceis, uma delas é o desapego e a outra é o perdão.

Assim como o sapo, nos ajustamos ao que está à nossa frente, no nosso dia a dia e parece tão difícil abrir mão disso. Em toda mudança nos prendemos somente ao que ‘perderemos’ e não ao que iremos ganhar com o novo caminho.

Existe uma ilustração onde uma criança está com um ursinho na mão e Jesus está pedindo para ela entregar o ursinho, mas ela está triste por isso, não quer abrir mão, é dolorido. Só que ela não consegue enxergar que atrás dela tem um urso infinitamente maior do que o que ela tem nas mãos, mas ela só vai recebê-lo quando entregar o que segura com tanto amor.

Agimos dessa maneira tantas vezes na nossa vida. Aceitamos empregos opressivos, amizades que nos fazem mal, amores que só nos ferem e não temos coragem de largar para receber o novo.

Reconheça que suas verdades podem ser questionadas e não há nenhum mal nisso. Quando reconhecemos que estamos perdidos e não sabemos qual caminho seguir, pois todos que tentamos não chegaram ao objetivo desejado, aceite pedir ajuda. Aceite a ouvir outras verdades e tentar fazer diferente.

Esse processo dói! É difícil encontrar um remédio ou tratamento que não seja ruim, mas ele é necessário para nossa cura.

Imagine a reforma de uma casa. Muitas vezes decidimos reformar a casa para ampliar ou deixa-la mais agradável, mas quando começamos a reforma, a quebrar as paredes, nos deparamos com outros ajustes, existem problemas nos encanamentos, na eletricidade, ou ainda aumentamos o projeto inicial da reforma.

O que acontece quando mexemos na nossa casa interior, não é diferente. Começamos a reformar às vezes um pequeno pedaço e quando nos damos conta, é preciso mexer em toda a estrutura e isso custa bem mais que o planejado e também requer mais tempo. Mas uma vez que começamos, custa mais parar na metade, é preciso ir até o fim.

 

Claudia Barbieri

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